Eu sei o tanto que fiz

Nesta vida, pouca gente reconhecerá o imenso esforço que você tem feito e o quanto já sangrou para chegar até aí (onde quer que esteja agora).

Em vez de se lembrarem das imensas metrópoles que você construiu sozinho, vão reparar somente nos poucos tijolos que você se esqueceu de colocar e, por causa deles – e dos míseros vãos que ainda não preencheu -, acharão-se no direito de meter indicador em sua fuça. E afirmarão: “Você não faz nada!”.

E não seja tolo a ponto de acreditar que valerá a pena citar seus feitos heroicos, as madrugadas que trabalhou enquanto o resto do mundo vadiava e os litros que suou para que a vida deles voltasse ao prumo. Pois eles continuarão a chamá-lo de inútil, de imprestável, de vagabundo…

Enxergarão aquilo que você não viu, apenas.

Recordarão dos gols que perdeu e bolas que comeu, somente.
Ouvirão frases que você nem sequer disse, só.

Mas você sabe o que realmente aconteceu, não sabe?

Sabe o quão difícil foi continuar, mesmo com o coração em carne viva, não é mesmo?

Sabe o tamanho da força que fez para engolir o choro e silenciar a voz interna que lhe dizia para desistir, estou errado?

Pois é isso que importa. Só isso.

Você pode continuar reclamando dos “obrigados” e “parabéns” que não lhe disseram – e que nunca lhe dirão, pode apostar – ou pode perceber, de uma vez por todas, que só uma pessoa precisa achá-lo foda e dar valor ao tanto que já fez nesta porra: você.

E aí, por qual caminho seguirá?